MÍDIA
SEM MÁSCARA
A afirmação de que existe um viés, uma deformação,
um preconceito esquerdista dominante na grande mídia
nacional -- principalmente nas páginas
noticiosas e nos suplementos culturais, mas também
nas páginas de diversões, nas novelas de TV, em
talk shows e, enfim, em toda parte -- não é
simplesmente uma opinião. É a expressão fiel
de um fato empiricamente constatável, que até
hoje só não foi investigado e discutido
livremente porque as entidades incumbidas de
investigá-lo e discutí-lo -- faculdades de
jornalismo, sindicatos da classe e sites tipo
press watch -- estão igualmente a serviço da
hegemonia esquerdista, que lhes interessa, por um
lado, fomentar, e, por outro lado, ocultar
enquanto não chegar a hora de revelá-la à
plena luz do dia em todo o esplendor da sua feiúra
totalitária. Quando essa hora chegar, será
tarde para protestar.
É vital para a subsistência da democracia neste
país que a ditadura informal implantada na mídia
para o controle das consciências seja
denunciada, desmascarada e desmontada enquanto
ainda lhe falta a coragem de afirmar-se como
realidade de fato e de direito, como aconteceu em
Portugal e no Chile, quando comissões
autonomeadas se apossaram das empresas jornalísticas,
demitindo e calando os profissionais considerados
inconvenientes. De maneira discreta e sorrateira,
mas nem por isso menos imoral e criminosa, esses
profissionais já se vêem hoje acossados por
ameaças, por boicotes, por difamações, por
toda sorte de impedimentos ao exercício da
liberdade de opinião.
Mas não se pense que esses casos condensam em si
o panorama da mentira esquerdista imposta ao público
como verdade única e incontestável.
Eles representam a ponta de um iceberg cujo
corpo, construído pelas contribuições de mil e
um agentes de influência, laboriosamente,
silenciosamente, maquiavelicamente, desde a década
de 60, se constitui basicamente de:
1. Supressão sistemática do noticiário sobre
atrocidades cometidas pelos regimes comunistas na
China, no Vietnã, na Coréia do Norte e em Cuba
-- e, em contrapartida, divulgação
espalhafatosa de fatos análogos, de escala
incomparavelmente menor, ocorridos em regimes de
direita.
2. Completa abstinência de investigações sobre
a ligação entre partidos de esquerda e organizações
criminosas, mesmo quando essa ligação é
admitida por agentes criminosos presos como
aconteceu com os seqüestradores de Abílio Diniz
e Washington Olivetto e mesmo quando ela está
sacramentada em documentos públicos como os
sucessivos pactos entre o PT e as Farc assinados
no Foro de São Paulo de 1991 a 2001.
3. Investigações obsessivamente repetidas de
violências -- reais ou supostas -- cometidas
pelo regime militar e, em contrapartida, total
silêncio quanto aos crimes cometidos pelos
comunistas na mesma época.
4. Glamurização desmesurada dos ídolos
intelectuais e artísticos da esquerda e, em
contrapartida, total silêncio, quando não
noticiário com ênfase difamatória contra
intelectuais e artistas tidos como conservadores
e direitistas -- as duas linhas convergindo para
incutir como certeza absoluta, na mente do público,
a identificação idiota de esquerdismo com
inteligência e a cultura.
Essas deformações, consolidadas pelo hábito ao
longo de três décadas, já são hoje aceitas
como procedimentos normais, de modo que aqueles
mesmos que as impõem ao jornalismo podem, ao
mesmo tempo, negar a existência delas, sem às
vezes nem mesmo perceber que estão mentindo. É
que a mentira repetida se tornou verdade.
Como leitores, como brasileiros, como
intelectuais e como líderes empresariais e
comunitários, não podemos mais nos calar diante
de situação tão alarmante, que anuncia para
breve a total supressão das vozes divergentes na
mídia brasileira e a instauração do reinado
absoluto da mentira organizada.
Temos a certeza, por exemplo, de que o
crescimento irrefreado do banditismo neste país
é direta e conscientemente fomentado pela
desinfirmação midiática que, desviando as atenções
do público e dos governantes para os aspectos
laterais e extrapolíticos do problema, acabam
por bloquear toda investigação séria e
portanto toda ação decisiva contra a
criminalidade.
Estamos denunciando uma situação objetiva, e não
indivíduos. Não clamamos por demissões, por
punições, trocas de nomes em cargos de confiança.
Jamais nos aviltaríamos ao ponto de usar os
mesmos métodos dos intrigantes sorrateiros que
hoje dominam a mídia brasileira.
Clamamos pela investigação objetiva do estado
de coisas e pela sua discussão aberta. A mídia
é, de todas as entidades que representam o
tecido social, a primeira a clamar por
"transparência". É imoral e inadmissível
que ela trabalhe, portanto, sob tão denso véu
de opacidade, reforçando e ocultando, ao mesmo
tempo, os tenebrosos propósitos totalitários
daqueles que, ao longo de três décadas de
"ocupação de espaços", tomaram todos
os postos, usurparam todos os canais de comunicação
e hoje vendem como "pluralismo" o seu
próprio debate interno, excluídas todas as
vozes discordantes. Queremos a democracia autêntica,
não um seu simulacro estereotipado.
Apelamos aos empresários da mídia para que não
se acumpliciem, por medo ou por interesse, com a
destruição da liberdade da qual vivem e
prosperam. Apelamos aos profissionais, mesmo de
esquerda, que estejam conscientes de que a
liberdade de todos vale mais que a vitória de
alguns, para que não se acovardem nem se deixem
corromper por um corporativismo grudento.
Apelamos aos anunciantes, para que pensem duas
vezes antes de subsidiar sua própria destruição.
Apelamos ao público em geral para que não se
deixe mais ludibriar e faça uso de seus
instrumentos de protesto, especialmente as
"cartas de leitores".
Quando os homens bons se omitem, o reinado dos
maus se torna um destino incontornável.
|
 |